Sexta-feira, 17 de Outubro de 2014

As coisas mudam. O Outono não.

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Os tons dourados daquele Outono não me largam. Na sua esteira, memórias irredutíveis. Ondas apuradas por um vento suave e quente, como o conforto que sentia. Leve, como só as entranhas do amor respiram, voando na velocidade confiante com que se corre a vida. Como quem corre ondas, infinitas e longas, na dança feliz e indiferente à intemporal finitude de cada momento. Por mais de mim que ali estivesse, parece sempre pouco, agora, na esteira dessas memórias irredutíveis.

publicado por manuelcastro às 10:39
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